BEM VINDOS!

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Neste blog, postarei reportagens, atividades que realizei em sala de aula, atividades postadas em outros blogs, atividades retiradas de livros.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

29/10/08

Hoje dei continuidade às atividades com a fábula a rã e o boi do fascículo 7.
Os alunos fizeram interpretação da fábula, analizando a moral da história, opinando em seguida sobre a mesma. O significado de algumas novas palavras descobertas no texto procuradas no dicionário, como rugosa,redobrado, semelhante, indignação e arrebentado.

Apartir dessas palavras investiguei se sabiam conceituar verbos e identificar quais eram verbos e como era o gerúndio, o participio e o indicativo de cada uma.

Para evitar que os alunos achasse a realização das atividades cansativa, levei para a sala somente dicionários ilustrados, o que foi divertido pois além dessas palavras aguns alunos citaram outras interessantes.

Descobrimos que a palabra abraço e beijo têm outro significado ao lê para os alunos o conto publicado na Revista Nova Escola do mês de janeiro/fevereiro/2008

Abraço e beijo: amplexo e ósculo

29/10/08

Brasí cabôco

É um Brasí deferente
Do Brasí das capitá.
É um Brasí brasilêro,
Sem mistura de istrangêro,
Um Brasí nacioná!

É o Brasí qui não veste
Liforme de gazimira,
Camisa de peito duro,
Cum butuadura de ouro...
Brasí Cabôco só veste,
Camisa grossa de lista,
Carsa de brim "Polista"
Gibão e chapéu de couro!

Brasí Cabôco não come
Assentado nos banquete,
Misturado cum hôme
De casaca e anelão...
Brasí Cabôco só come
O bode sêco, o feijão,
E a vêz uma panelada,
Um pirão de carne verde,
Nos dias das inleição,
Quando vai servi de iscada
Prôs hôme de pusição!


Brasí Cabôco não sabe
Falá ingrês nem francês,
lmunto meno o purtuguês
Qui os outro fala imprestádo...


Brasí Cabôco não inscreve;
Munto má assina o nome
Pra votá, prumóde os hôme
Sê Gunverno e Diputádo!


Mas porém, Brasí Cabôco,
É um Brasí brasilêro,
Sem mistura de istrangêro,
Um Brasí nacioná!

É o Brasí sertanejo
Dos côco, das imboláda,
Dos smba, dos rialêjo,
Zabumba e caracaxá!

É o Brasí da s vaquejada,
Do abôio do vaquêro,
Do arranco das boiada
Nos fechado ou tabulêro!

É o Brasí das Cabôca
Qui tem os óio feiticêro,
qui tem a boca incarnada,
Como fruta de cardêro
Quando ela náce alêjada!


É o Brasí das promessa
Nas noite de São João!
Dos carro-de-bôi cantando
Pela bôca dos cocão!

É o Brasí das Cabôca
Qui cum sabença gunverna,
Vinte e cinco pá-de-birro
Cum a munfada entre as perna!


Brasí das briga de galo!
Do jgo do "sôco-tôco"!
É o Brasí dos Cabôco
Amansado de cavalo!

É o Brasí dos cantado,
Desses cabôco afamado,
Qui nos verso impruvisado,
Sirrindo cantaro o amo;
Cantando cháro das mágua:
- Brasí de Pelino Guéde,
De Inaço de Catinguêra,
De Ugulino do Texêra,
E Rumano da Mãe-d'água!


É o Brasí das Cabôca,
Qui de noite se dibruça,
Machucando os peito virge
No batente das jinéla...
Vendo os cabôco pachola,
Qui geme, chora e salúça
Nas cordas de uma viola,
Ruendo paxão prú ela!

É esse Brasí Cabôco.
Um Brasí brasilêro,
em mistura de istrangêro,
Um Brasí nacioná!


Brasí, qui foi, eu tou certo,
Argum dia discuberto,
Prú Pêdo Arves Cabrá !!!

Zé da Luz. O sertão em carne e osso. João Pessoa, Acauã, 1988.