BEM VINDOS!

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Neste blog, postarei reportagens, atividades que realizei em sala de aula, atividades postadas em outros blogs, atividades retiradas de livros.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

CONTINUANDO O 14º ENCONTRO



Texto complementar


Nossa gramática de cada dia


A palavra casa se escreve com S ou com Z?. Na frase “Saí às sete horas”, preciso usar crase?. O certo é “assistir televisão” ou “assistir à televisão”?. Essas e muitas outras perguntas são feitas o tempo todo, pelos usuários da língua portuguesa. Elas se referem às regras gramaticais que possibilitam o uso funcional da linguagem padrão, em inúmeras situações de comunicação. Saber escrever bem significa saber usar a linguagem adequada a cada situação.
Aprender a ler e escrever é apropriar –se de um conhecimento cultural amplo para tornar –se usuário da leitura e da escrita no meio em que se vive. Leitura e escrita são ferramentas para a compreensão e a realização da comunicação, chave para a apropriação dos saberes já conquistados pela humanidade. Por meio da alfabetização e pela humanidade. Por meio da alfabetizagem, o ser humano cumpre seu papel simbólico, social, de cidadão inserido na civilização e consegue aprender qualquer assunto, produzir qualquer conhecimento.
O estudo da gramática tem um importante papel na formação intelectual dos alunos, se levarmos em consideração três aspectos relevantes do estudo gramatical dentro do desenvolvimento cognitivo:
1. Aplicação imediata- trata-se da utilidade do conhecimento gramatical na vida cotidiana dos alunos. Por exemplo, durante a leitura de um texto de qualquer natureza, o (a) aluno (a) pode deparar-se com uma forma verbal conjugada, cujo significado lhe seja desconhecido. É possível que ele (a) recorra a um dicionário. Por tratar-se de um verbo conjugado e tendo o (a) aluno (a) esse conhecimento gramatical, devera procurar a forma infinitiva, uma fez que verbos conjugados não fazem parte dos verbetes.
2. Aspecto cultural- estudar a gramática da língua materna é analisar o conhecimento da linguagem, o que é de extrema importância para o conhecimento da própria nação. Uma vez que a preservação da nossa cultura nos leva a os estudos de historia, geografia e folclore do Brasil, não podemos deixar de estudar a língua que falamos e escrevemos dentro de suas mais variadas formas lingüísticas.
A escola, como espaço de educação formal, é o lugar onde o desenvolvimento desses aspectos deve acontecer; é o lugar onde o aluno, por meio de atividades pedagógicas, entrara em contato com todos os tipos de linguagem e poderá construir os conhecimentos e as habilidades para ser um bom falante e bom escritor. Maria Fernandes é autora de várias coleções de livros didáticos e paradidáticos. Coordenadora e autora da Coleção de Livros Didáticos de Língua Portuguesa para o ensino Médio e fundamental da Rede Católica de Educaçõa.

14º Encontro 31/07/08

“ Cada um lê com os olhos que têm. /e interpreta a partir de onde os pés pisam.”
(Boff)

Gêneros e tipos textuais

Ao considerar que um gênero textual incorpora tanto aspectos formais quanto funcionais, somos levados a reconhecer que as habilidades lingüísticas de todo falante se estendem tanto para aspectos formais, estruturas, gramaticais da língua quanto para seus aspectos funcionais, sociais e culturais.
Dessa forma gêneros textuais são realizações lingüísticas concretas, definidas por propriedades sociocomunicativas; é a situação de produção de um texto que determina em que gênero ele é realizado. Por isso, gêneros não se definem por aspectos formais ou estruturas da língua: estão ligados à natureza interativa do texto, ou seja, à sua funcionalidade, ao seu uso. Critérios formais ou estruturas da língua definem tipos textuais.
É importante reconhecer que a linguagem vista como um processo de interação não dispensa o conhecimento dos processos gramaticais como parte das habilidades lingüísticas necessárias. O objetivo maior do ensino da gramática é que fica colocado em outro nível: o textual. Isso quer dizer que não são as regras pelas regras que fazem sentido, mas seu emprego no processo de “tecer” o texto.
Todo texto apresenta algo de “igual” e algo de “diferente” de outros textos. O “igual” corresponde ao que é típico da construção textual em determinado contexto social e representa a estabilidade do gênero; o que é “diferente” corresponde às marcas dos usuários da língua e representa s estilo. A identificação de um gênero depende desse conjunto de fatores; não apenas de um só, porque na realização dos gêneros a situação sociocomunicativa é composta por diversos fatores.

13º Encontro 03/07/08


Gêneros e tipos de textos sempre que nos manifestamos linguisticamente, o fazemos por meio de textos mesmo que estes textos sejam tão curtos e simples quanto uma palavra e tão longos e complexos quanto um livro.
Os textos podem ser realizados tanto na modalidade escrita quanto oral. A situação de comunicação e os papeis dos interlocutores nessa situação é que vão definir se podemos nos comunicar pela escrita ou pela oralidade.
Aprendemos a reconhecer e utilizar gêneros textuais no mesmo processo em que “aprendemos” a usar o código lingüístico, a partir da primeira infância: reconhecemos intuitivamente o que é semelhante e o que é diferente nos diversos textos, mesmo não tendo consciência disso. A sistematização escolar é que vai fazer aflorar essa consciência.
Podemos, definir gêneros textuais como os modelos de organizar as informações lingüísticas de acordo com a finalidade texto, com o papel dos interlocutores, com as caracteristicas da situação. Temos aqui um critério comunicativo de caracterizaçao de gênero textual:genero é mais uma questao de uso do que de forma linguistica.
Um aspecto bem relevante a conciderar neste tema é que essa capacidade de reconhecer e produzir gêneros textuais tem a ver com as diferentes formas de “ver” o mundo que cada sujeito desenvolve, incluindo o mundo das palavras.
A clasifocaçao de gêneros textuais é aberta e varia de acordo com as culturas e com as necessidades históricas. Uma carta pessoal, por exemplo, era mais formal no século XIX do que no século XXI. Com o advento do computador, muitas novas formas de comunicação foram criadas e os e-mails, os blogs e os chats, por exemplo, são gêneros são exemplos típicos da sociedade atual, que não tinham condições de existir no século XIX, época em que não tinha ainda sido inventado o computador.
Com as novas tecnologias surgem também novos suportes para o texto (como a tela do computador), novos lugares onde eles são escritos: não se lê apenas o papel, como no caso de livros e revistas, mas também na tela do computado, do celular, etc.
Gêneros textual
Há gêneros, em que o uso de linguagem mais formal é exigido, como, por exemplo, no texto abaixo:

Ilmo. Sr. Diretor da Escola Peixoto Alvarenga

Joana Aparecida Santana da Silva, aluna regularmente matriculada nesta escola, RG. 3456-7, SSP-MT, vem requerer a segunda via de seu histórico escolar para fins de inscrição em concurso publico da Secretaria da Saúde deste município.

Nestes termos,
pede deferimento.

Cidade, 25 de março de 2005

Joana silva

Considerando, assim, que a situação em que se produz um texto é critério de definição de gêneros textuais, cada gênero, por tanto, faz suas “exigências” de organização da contextualidade. Algumas caracteristicas que são obrigatórias não são para outros.
Considerar o texto a partir de critérios interacionais ou comunicativos na dimensão de gêneros leva a uma outra conclusão também muito importante: a maneira de organizar as seqüências lingüísticas no texto – a maneira de “combinar” as palavras – também é relevante na produção de determinado gênero. A essas “maneiras de organizar as seqüências lingüísticas” chamamos tipos textuais.