BEM VINDOS!

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Neste blog, postarei reportagens, atividades que realizei em sala de aula, atividades postadas em outros blogs, atividades retiradas de livros.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

12º Encontro

Avaliação e aprendizagem


“A avaliação é o fio condutor do fazer pedagógico”.

ORIGEM DA AVALIAÇÃO

Avaliar vem do latín a + valere, que significa atribuir valor e mérito ao objeto em estudo. Portando, avaliar é atribuir um juízo de valor sobre as propriedades de um processo para a aferição da qualidade do seu resultado, porém, a compreensão do processo de avaliação do processo ensino/aprendizagem tem sido pautada pela lógica da mensuração, isto é, associa-se o ato de avaliar ao de “medir” os conhecimentos adquiridos pelos alunos.
A avaliação é a parte mais importante de todo o processo de ensino-aprendizagem. Bevenutti (2002) diz que avaliar é mediar processo ensino/aprendizagem, é oferecer recuperação imediata, é promover cada ser humano, é vibrar junto a cada aluno em seus lentos ou rápidos progressos. O valor da avaliação para Luckesi encontra-se no fato do aluno poder tomar conhecimento de seus avanços e dificuldades. Cabe ao professor desafiá-lo a superar as dificuldades e continuar progredindo na construção dos conhecimentos. “para não ser autoritária e conservadora, a avaliação tem a tarefa de ser diagnóstica, ou seja, deverá ser o instrumento dialético do avanço, terá de ser o instrumento da identificação de novos rumos”. (Luckesi, 1999, p 43)

A avaliação apresenta funções determinantes no proceso ensino aprendizagem:

a – Função diagnóstica - é a que detecta informações acerca das capacidades do aluno antes de iniciar um processo de ensino/aprendizagem; busca a identificação da presença ou ausência de habilidades e pré-requisitos, assim como a identificação das causas de repetidas dificuldades na aprendizagem.

b – Função formativa - é a que permite constatar se os alunos estão, de fato, atingindo os objetivos pretendidos, verificando a compatibilidade entre tais objetivos e os resultados efetivamente alcançados durante o desenvolvimento das atividades propostas.

c – Função somativa – Tem como objetivo, determinar o nivel dominio de aprendizagem do aluno em relação a determinados conteudos. Também tem o propósito de classificar os alunos ao final de um período de aprendizagem, de acordo com os níveis de aproveitamento.

A avaliação é uma importante dimensão do processo de ensino e aprendizagem, particularmente se desenvolvida na modalidade formativa. Nas mudanças curriculares atuais, caracterizadas por interdisciplinaridade e tratamento de temas transversais, a avaliação precisa ser repensada e adequar -se às novas praticas de ensino e aprendizagem.
Os estudantes precisam se conhecer melhor para planejar atividades de sua educação formal e principalmente de aprendizagem livre e continuada. O portfólio pode ser um meio valioso para os estudantes explorarem como as suas atividades de curso vêm preparando-lhes para suas experiências reais, no campo pessoal e no campo profissional, como aquelas experiências formais afetam a sua educação e como todas elas os afetam e interferem em suas vidas.
Ao utilizar o portfólio, construindo-o e o aperfeiçoamento, o estudante tem oportunidade de:
• Articulação claramente o que realiza no curso e fora dele;
• Traçar conexões entre suas experiências e aquisições ou realizações;
• Registrar experiências, que poderiam esquecer ou subestimar, assegurando retomada de temas, problemas não resolvidos, avanços e o replanejamento;
• Aumentar seu nível de auto-conhecimento e confiança;
• Visualizar aspectos principais que emergem em suas áreas de estudo e de interesse, que o ajudara a tirar melhor proveito das oportunidades no curso e em qualquer outro lugar;
• Trazer uma grande clareza de propósito e mais auto nível de motivação para o curso, em situações formais e informais, bem como para outros tipos de ambientes de aprendizagem;

• Demonstrar suas competências à medida que assume posições de particularidade e/ou de liderança na faculdade, na comunidade, nas experiências de estagio, de pesquisa e de trabalho;
• Ser mais proativo do que reativo ao delinear seu planos educacionais e ao buscar oportunidades de pós-graduação e/ou de trabalho;
• Ser capaz de melhorar substancialmente suas decisões e escolhas.
• Como porto de partida para análise a aperfeiçoamentos, é interessante que o portfólio inclua um memorial reflexivo. Este memorial caracteriza-se por ser
• Uma reflexão critica sobre suas experiências educacionais e fora dela que se interrelacionam com a profissão, suas duvidas, seus questionamentos, suas preocupações, seus desejos...
• Um olhar para o futuro com estabelecimento de objetivos a curto, médio e longo prazo de forma a elaborar planos de desenvolvimento e de carreira;
• Plano preliminar para ações em direção aos objetivos ( combinação de cursos e atividades curriculares ( pesquisa, estágios ) e extra-curriculares ( visitas, trabalho voluntario, congressos, conferencias, filmes, etc. ) para desenvolvimento pessoal e profissional;Auto-avaliaçao de progresso em cada detenção de capacidades e nas habilidades e de sua relação com os planos de desenvolvimento pessoal e profissional ( “de carreira”, de estudos pós graduados etc. )

Nesse encontro foi realizado:

. Dinâmica do envelope;
. Reflexão do grupo ( cursistas) sobre: o que é avaliação, Para que serve a avaliação e de qual avaliação precisamos? Os cursistas responderam que avaliação é verificar, sondar, medir, dianósticar , aferir e serve para medir, verificar, sondar, analisar, diagnósticar, mudar, observar e refletir, e que precisamos da auto-avaliação, da avalição social, reflexiva e flexivel;
. Simulação de uma avaliação, onde a tutora Adriane,entregou uma folha de papel em branco e ditou alguns comandos para que cada cursistas realizasse as atividades propostas de acordo com esses comandos;
. Apresentação do slide do texto: Escola de bichos; Apresentação do slide sobre: - a avaliação no nosso dia-a dia, para que serve a avaliação? – a avaliação no contexto escolar, avaliação que precisamos, prova, portfólio( origem, características, utilidades, etc.).

Considerações sobre o tema ( avaliação da aprendizagem) discutido no encontro
O processo de avaliação da aprendizagem significa auxiliar o educando em situações diversas ou específicas em seu dia – a - dia em sala de aula, afim de que haja uma identificação das necessidades da tomada e mudança de posturas tanto do educando com do educador em relação aos conhecimentos apresentados, ou seja, perceber como o conhecimento foi recebido pelo educando e como foi mediado pelo educador e como se encontra no momento em relação às diversas situações no qual pode ser aplicado pelos envolvidos no processo (ensino/aprendizagem). Levando em consideração que o educando participa do meio em que vive de forma ativa, modificando – o de acordo com suas necessidades, como sujeito que constrói a si mesmo, como sujeito que é (ser), como sujeito que aprende, como sujeito que age e como sujeito que vive com outros. A avaliação da aprendizajem, representa um momento importante enquanto norteadora de rumos e de decisões a ser tomadas após analise de resultados, o professor não deve permitir que os resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam supervalorizados em detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico.
Desse modo, a avaliação como orientadora da intervenção do professor no processo, bem como motivadora da concepção de novas estratégias para uma melhor orientação do conteúdo.

10º Encontro 12/06/08


Reflexão sobre a textualidade

Embora haja uma certa variedade de definições para texto, cada corrente teórica , e praticamente cada autor, propõe pois sua própria concepção, uma característica em comum que todos apresentam é a de texto como uma unidade significativa, ou seja: um texto faz sentido. Daí podemos concluir que nem todos os textos representam a mesma unidade significativa para todos os seus leitores, pois nem todos os textos fazem o mesmo sentido para todos os leitores, ou ouvintes. Dependendo da situação ou contexto social, dependendo do conhecimento prévio que cada leitor ( ou ouvinte) tem do assunto, significações que podem ser claras para uns porem não o ser para outros.
Diz Ingedore Koch, em seu livro O texto e a construção dos sentimentos, p. 25 (“ um texto se enquanto tal no momento em que os parceiros de uma atividade comunicativa global, diante de uma manifestação lingüística, pela atuação conjunta de uma complexa rede de fatores de ordem situacional, cognitiva, sociocultural, e interacional, são capazes de construir, para ela, determinado sentido”).

1. Um texto é resultado de uma atividade, um trabalho com os signos lingüísticos;
2. Todo texto, sendo trabalhado, pressupõe sujeitos que se engajam nessa atividade;
3. Todo texto se realiza em uma determinada situação ou contexto no espaço e no tempo e tem uma finalidade;
4. Um texto é, portanto, uma forma de interação social e cultural, além de lingüística.

Ao utilizarmos essas características de texto, estamos concebendo a linguagem como trabalho entre sujeitos. Como uma atividade lingüística situada histórica e culturalmente, a língua faz sentido, quando em forma de texto, porque é um trabalho simbólico: parte de um trabalho social, constitutivo do homem e de sua história, ou seja, constitutivos de sujeitos.É importante observa que não é por palavras isoladas ou sentenças soltas que nos comunicamos ou agimos no mundo: é por meio dos textos, constituídos por palavras e sentenças ( por mais curtos ou mais longos que sejam ) que a língua faz sentido. ( Fascículo 1, pag. 15 ).

Mesmo quando os textos são cultos, eles ainda são textos porque integram uma situação sociocomunicativa e servem como meio de atuação social. Uma simples troca de cumprimentos pode alterar a disposição de duas pessoas; ou, ao contrario, um silencio no momento inadequado – ou uma falta de resposta – pode provocar atritos e insatisfações.
Visto dessa maneira, o texto é também a unidade lingüística interativa por excelência, pois é por meio de textos que interagimos social e culturalmente.
Mas, para que os textos façam sentido, tanto do ponto de vista comunicativo quanto interacional, duas características textuais são consideradas básicas: a coesão e a coerência.
A coesão diz respeito à maneira como as palavras e orações e os elementos lingüísticos, em geral, estão ligados na superfície textual para ir compondo as idéias articuladamente.
( fascículo 1 pag. 17 )
A coerência,por sua vez, é resultado de uma construção feita pelos interlocutores, numa situação de interação dada; dá-se pela atuação conjunta de uma serie de fatores de ordem cognitiva, situacional, sociocultural e interativa. (fascículo 1 pag. 18 )
O modo como palavras, orações e signos lingüísticos em geral são conectados e constituem a coesão textual esta no nível lingüístico ou gramatical, do texto. Mas há outros fatores de natureza não-linguistica que também são responsáveis pela construção de significados. Elementos de maneira social, cognitiva e cultural também colaboram nessa construção: são experiências de mundo que acumulamos, são conhecimentos que temos sobre os fatos, cotidianos ou históricos, que se agregam as informações lingüísticas para “compor” o mundo-texto que devemos interpretar com nossa leitura.

A língua seria, numa abordagem comunicativa, um instrumento de comunicação de excelência. Os sujeitos da linguagem fazem uso desse instrumento, tendo como uma espécie de “cenário” o contexto da comunicação. Esse contexto entra numa construção dos significados, ou não, de acordo com a necessidade; e a análise contextual é um complemento da análise lingüística que se faz fora do contexto.
É importante reconhecer que um texto não é imperfeito ou deficiente só por que depende do contexto de sua enunciação: afinal, essa dependência é inerente a toda comunicação lingüística. O importante é aprender a controlar a quantidade de informação necessária para que o texto seja compreendido ou interpretado.
( fascículo 1 pag. 22 ).
Essa abordagem que vê o uso da língua como uma forma de agir socialmente é uma abordagem de língua como interação, ou atuação social. Ela coloca os falantes, usuários da língua, no centro do fenômeno lingüístico porque é pela desses sujeitos que ações se desencadeiam e chegam a alterar o contexto em que ocorrem. Dessa forma, o contexto é mais do que um cenário: é um dos fatores ativos na construção de significados porque ele pode alterar e ser alterado por significações lingüísticas. ( fascículo 1 pag. 23 ).

Neste encontro foi realizado:
. Leitura do caderno compartilhado;
. Leitura do livro: mania de explicação ;
. Montagem de texto usando adjetivos, substantivos.( sem usar artigos ). Cada grupo explicou a montagem do texto ( dificuldades e estratégias utilizadas ).
. Reflexão sobre os ingredientes e temperos textuais: enredo, imaginação, criatividade, conhecimento de mundo, harmonia, liberdade, tessitura, motivação, coerência, coesão, incitivação.

Texto produzido pelo grupo da Viviane:

Sentimento
Paixão
Excitação, Desilusão
Agonia, Angústia
Indiferença
Decepção
Vergonha, Culpa
Não
Amor
Interesse, Vontade, Vaidade
Renúncia
Intuição, Lucidez
Certeza
Saudade
Sucesso



Comentários sobre o tema do encontro

Os conhecimentos de alguns aspectos considerados pela lingüística são essenciais para o processo de construção, compreensão de textos e para o trabalho do professor em sala de aula. Onde o professor promove atividades que contemplem os vários níveis de formalidade e informalidades afim de que o aluno possa envolver-se com o texto buscando seus significados além de perceber as condições de seu texto se esta coerente, coeso, e eficaz. Expressando assim, seus sentimentos, suas experiências , suas idéias e opiniões através da escrita. Dessa forma, ao se trabalhar com a construção de texto é necessário: contextualizar a produção, para que o aluno exponha seus sentimento e opiniões com clareza e objetividade, de modo a fazer sentido para o interlocutor, individuo ou grupo, a quem se destina, usando para tal ,os recursos adequados em termos de variação lingüística e norma culta adequada .

8º Encontro

I FÓRUM: BIA E LÍNGUA PORTUGUESA
Curso CFORM : Alfabetização e Linguagem - Módulos 1 e 2

Grande Encontro:

JONAS RIBEIRO E ANDRÉ NEVES

Proseando sobre a construção de textos e ilustração

Data: 27 de maio, terça-feira

Local: Igreja Sara Nossa Terra – QNSW 04 LOTES 07/08 – SUDOESTE (após Setor de Oficinas)

Horário: 8h 30 às 11h ou 14h às 17h

Você não pode perder esse momento de LITERATURA VIVA!!

Comentários

Nesse encontro os escritores realizaram apresentações de suas obras, contaram histórias e deram sugestões de como o professor poderá utilizar seus livros em sala de aula a fim de estimular os alunos e despertar o gosto pela leitura.

7º ENCONTRO 15/05/08

“ Sonhos, grilos e paixões.”
Carlos Queiroz Telles. Ed. Moderna

O livro didático

TEXTOS

TRADICIONAL

• Quase que exclusivamente textos
literários.
• Narrativas ficcionais.
• Formação do leitor literário.

ATUAL

• Equilíbrio na oferta da coletânea.
• Vários gêneros e temas explorados.
Circulação social.

LDLP TRADICIONAL

Não havia contextualização ou indicação de objetivo para a leitura.O aluno não era motivado para a atividade a ser desenvolvida,o que reforça uma visão de leitura como mera “TAREFA ESCOLAR”.

LDLP ATUAL

Antes de iniciar a leitura,os alunos são convidados a conversar,a levantar e confirmar hipóteses;com essa postura constrói-se SENTIDO PARA A LEITURA.



PRODUÇÃO TEXTUAL

. LDLP TRADICIONAL

A “REDAÇÃO” com base na indicação de um tema ou tipo textual.A orientação principal era “escreva um texto”.A postura associava-se à “ideologia do dom”.

. LDLP ATUAL

A “PRODUÇÃO DE TEXTO” é uma atividade motivada.As condições de produção são bastante claras:tema,gênero textual,o leitor presumido,o suporte,o contexto sócio-histórico de circulação,o objetivo da produção.

ORALIDADE
LDLP TRADICIONAL

. A oralidade era praticamente ignorada como objeto de estudo pela escola:
1º crença equivocada de que a escola é o lugar do aprendizado da escrita e não da fala;
2º a noção de língua como um conjunto de regras e normas fixas.
. Referências esparsas à oralidade (debater,ler em voz alta,mandar conversar com o colega).

LDLP ATUAL

. Espaço maior à fala,destinando inclusive seções específicas para essa modalidade.
. Gêneros orais como a entrevista são contemplados.
. Os LDLP sinalizam para um processo de mudança em andamento,trazendo gêneros outros (propagandas,reportagens,debates radiofônicos,júris simulados,variedades lingüísticas(geográfica,social,faixa etária,situação sócio-comunicativa),gêneros formais de linguagem oral (seminários,entrevistas,palestras).


REFLEXÕES

. A análise do livro didático permite não apenas que se dimensione o que se entende, hoje, por “saber língua portuguesa”, mas também que se entre em contato com conteúdos, habilidades e competências consideradas importantes de serem ensinados no que diz respeito a LÍNGUA MATERNA.
. O TEXTO (oral e escrito) é percebido como um processo, um uso coletivo da língua, e não como um produto formado a partir de um conjunto de frases isoladas.BAKHTIN(1997
. O sentido textual não pode ser pré-estabelecido pelo autor/falante ou imposto pelo leitor/ouvinte, mas está em permanente negociação no espaço social.
. O ensino de Português deve levar o aluno a perceber algumas semelhanças e diferenças existentes entre as modalidades oral e escrita da língua.O ensino de Português deve contemplar a PLURALIDADE DE GÊNEROS DE ORALIDADE possibilitando o debate de preconceitos (de forma a superá-los) que emergem da desigualdade social do país.


GRAMÁTICA E METALINGUAGEM

LDLP TRADICIONAL

. Privilegiava os conteúdos da GRAMÁTICA NORMATIVA (palavras e frases isoladas), caracterizando-se como erro tudo que se desviasse dos preceitos gramaticais
LDLP ATUAL
. Economia de conceitos e definições, isto é, evita-se o excesso de detalhamento(a gramática é apresentada segundo sua funcionalidade e relevância como instrumental de estudo de língua).
. A METALINGUAGEM é apresentada como um recurso que contribui para a compreensão do fato lingüístico estudado (e não como um fim em si mesmo).
. As noções de “CERTO” e “ERRADO” são relativizadas,tomando-se como referência um padrão de linguagem sócio-historicamente constituída.


CHICO BENTO





Após a leitura da tirinha,complete o quadro

Fala do Chico Bento Escrita correta

sinhora
fessora
púr
argumacastigá



Reescreva o seguinte trecho na norma padrão:

“ E pra esquecê nóis cantemos assim
Saudosa maloca,maloca querida
Di dindonde nóis passemo
Dias feliz de nossa vida.”


Neste encontro foi realizado

. Dinâmica: Poemas enlatados;
. Apresentação do vídeo sobre o livro didático ( o que é necessário levar em consideração ao escolher o livro didático);
. Reflexões sobre o livro didático tradicional e o atual;Debate sobre o texto de “Chico Bento”, sua fala ( como ele se expressa verbalmente).



COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO DIDÁTOCO

O livro tradicional reflete a concepção estruturalista, ao tratar o ensino da gramática como o único conteúdo do ensino da língua e não como instrumento de apoio para a prática de leitura, interpretação e construção de textos; os textos são considerados meros pretextos para a discussão da gramática normativa. Já os livros atuais propõem trabalhos baseados na tendência sociointeracionista, estabelecendo diálogos entre leituras e as atividades desenvolvidas com o cotidiano e com as diferentes manifestações ocorridas na sociedade, antecipa e prediz o texto e o discurso de seu autor e o estudo da gramática é contextualizado. Facilitando com isso, uma maior compreensão por parte do educando e para o professor fica mais fácil realizar um trabalho mais dinâmico.

TEXTO COMPLEMENTAR P/ O 6º ENCONTRO



O ser docente

Ângela Maria Mendes de Almeida

Quem é esse profissional que ousa aceitar o desafio de auxiliar o homem a se construir e se constituir como humano?
O homem... Esse ser que por sua própria natureza traz em si a grife da novidade. Que é, um ser de abertura, utópico, que cria sonhos... Um ser da transcendência, que rompe, que vai para além de tudo aquilo que é dado, que não se deixa enquadrar... Que é, no dizer de Leonardo Boffi “ um processo infinito e ilimitado de criação”.
O homem... Esse ser que é capaz de antecipar resultados, mudar o curso dos acontecimentos, prefigurar cenários e, assim, ser sujeito de sua historia. Um ser livre, que age sobre a natureza, inventa, cria objetos e técnicas, restabelece relações com seus pares, adquire novas características e configura novas formas de organização social. Saberes e competências tem, esse artífice, que dominar para o bom desenvolvimento de suas funções ? Da complexidade de elementos necessários à formação do ser docente, elejo alguns que considera de fundamental relevância:
. Ser competente na aplicação do método cientifico e do rigor filosófico; no domínio sobre o desenvolvimento integral do ser humano e sobre o processo de socialização da sociedade. Dominar os conteúdos e processos que estimulem o conjunto das capacidades humanas não só cognitivas, mais sociais, afetivas, expressivas, entendendo que elas interferem no processo de apreensão do conhecimento. Estar atentos aos códigos da modernidade, tanto no entoque critico dos mecanismos dos meios de comunicação como na habilidade de acessar e utilizar informações diante dos avanços da informática.
. Fazer uso da “cruscidade” como uma quantidade superadora da relação causa e efeito, da alienação, da impregnação ideológica e do dogmatismo das verdades absolutas.
. Ter, na criatividade, pilar que precipita a ruptura com a aprendizagem mecânica, garantindo a participação ativa,inteligente e estimuladora da imaginação solida.
v. Na determinação, ter um suporte que lhe possibilite enfrentar/superar obstáculos e contribuir de maneira deliberada e consciente para a constituição e solidez de autonomia do ser do educando.
. Na expressão do desejo e da paixão, tecer uma ação educativa, imprimindo-lhe o gosto de aventura e da descoberta. Na esperança, fundamentar seu prazer docente, dinâmico e alegre, como po
. Com a ética, viver a virtude da coerência entre o discurso e a pratica pedagógica e desenvolver o cuidado como atitude de ocupação e envolvimento com o outro.
. Por meio do afeto,deixar que o fascínio e o sonho impregnem sua ação docente, fazendo que ela se constitua numa pratica de muita vida e prazer, em que o desenvolvimento da sensibilidade se faça pela consciência das emoções e não haja distinção de valor ou de atitude entre emoção, sentimento, pensamento e conhecimento.
. Como metodologia de trabalho, privilegiar o dialogo, permitindo ao aprendiz assumir-se como ser pensante, comunicante, criador e, como tal, construtor de sua cidadania.
. E, como meta a ser alcançada pelo sujeito aprendente, ter a liberdade e a autonomia, construídas num processo permanente, calcado na práxis emancipatoria.
Então, novamente, pergunto: quem é esse profissional que aceita enfrentar tão grande desafio? Esse... É o mestre, o educador... Que demonstra, com essa opção, um ato de suprema coragem de descobrir o novo, não se intimidando com os obstáculos, não se acovardando com os limites impostos... Coragem de renunciar ao estabelecido, de renunciar as certezas e, fundamentalmente, coragem de se deixar descobrir a cada instante para se reconstruir, em conjunto com seus discípulos, possibilitando assim, o surgimento do novo em todos... Sempre, esse... É o ser docente. nto de resistên cia e superação de crises.