BEM VINDOS!

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Neste blog, postarei reportagens, atividades que realizei em sala de aula, atividades postadas em outros blogs, atividades retiradas de livros.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

18º Encontro 04/09/08


O encontro de hoje foi realizado na Feira do Livro. onde tivemos uma palestra que durou 30 m. com a escritora Lucília Garcez que nos deu dicas importantes sobre o estímulo, que devemos buscar promover em sala de aula para que o aluno/educando adquira o hábito de leitura. Na sua opinião, existem vários fatores que poderão influenciar de forma significativa para que o aluno desenvolva o hábito da leitura, como por exemplo: um ambiente favorável, a influência positiva do meio em que vive, os textos/contos, o despertar para o mundo literário, a escrita, a reestruturação textual, dentre outros fatores.

Após a palestra nos dispersamos. alguns colegas foram assistir a palestra com Marcos Bagno.
Visitei vários estandes de livros. Pena que a cada dia, comprar livros, está ficando mais díficil devido ao preço que sobe em disparada. Os livros que me interessei ( História da Educação, Psicopedagogia, Orientação Educacional, Hecursos Humanos, Pedagogia Empresarial e outros da área da educação e ciências sociais) estavam carissímos.
Quero adquirir esse tipo de livro devido ao interesse sobre a indisciplina na escola, pretendo desenvolver estudos sobre esse fato, que acredito estar sendo um dos principais responsáveis pelo fracasso escolar de muitos alunos que muitas vezes não são os indisciplinados, mais que no entanto estão posição de vítimas. E também, para saber lidar com os educandos ditos indisciplinados, que também estão na mesma posição dos disciplinados e podendo ser até mesmo uma das causas das enfermidades pelas quais alguns educadores estão sentindo.

Indisciplinados? Disciplinados? Quem são eles? Temos que descobrir.

TEXTO COMPLEMENTAR


Celso dos S. Vasconcellos (1)
Os Desafios da Indisciplina em Sala de Aula e na Escola ( Google/ 17/10/08)

É grande o desafio que os educadores têm encontrado em relação à indisciplina em sala de aula e na escola, tanto na pública como na particular, todavia com manifestações diversas(2). Sabemos também que não se trata de um problema apenas brasileiro, apesar das peculiaridades encontradas aqui; temos relatos, por exemplo, de gangues estudantis que têm batido nos professores na França, do alto número de mortes nas escolas públicas americanas, fruto da violência, das conseqüências nefastas da rígida disciplina japonesa, levando ao suicídio e à falta de criatividade. Esta questão tem ocupado um espaço cada vez maior do cotidiano escolar no País. É grande também a insatisfação daí decorrente, chegando até a se constituir em causa de abandono do magistério. Houve época em que a reclamação partia de professores da 5,1 ou 64 série; depois começou a vir dos de 3a e 43, sendo que atualmente tem vindo até dos que lecionam na Pré-escola... Gostaríamos de deixar claro que não estamos generalizando, mas procurando apontar uma tendência, que é preocupante e precisa ser revertida.

A Queixa

A queixa dos professores em relação à indisciplina tem sido muito forte.
Podemos citar, a título de ilustração, alguns depoimentos:

“A falta de interesse está muito grande. Os alunos estão dispersos, não respeitam mais o professor, estão vivendo em outro mundo. A tecnologia avançou demais e o professor infelizmente não acompanhou, ficou desinteressante para eles. Eles estão acostumados a apertar botão de videogame, de computador, a ver televisão e aí aparece o professor com apagador e giz... O professor não está conseguindo ter domínio, as aulas estão muito no passado, muito antigas. Os meios de comunicação ao invés de ajudar estão atrapalhando: programas muito violentos. Não está existindo liberdade com responsabilidade. As crianças de hoje são mais espertas do que antigamente. A família não tem colaborado; os alunos vêm sem limites de casa. Geralmente há até conivência dos pais: o professor nunca tem razão. Há muitos problemas familiares. A própria família não sabe o que fazer; a mãe fala: “o que eu faço com ele? Vou matar?'. A disciplina em sala de aula extrapola totalmente e aí não tem jeito, só se bater e bater não pode. Eu não sei o que fazer com a classe. Tem hora que dá vontade de baterem todo mundo. Às vezes, o professor é completamente. ignorado na sala de aula; você entra e parece que não entrou ninguém. Por que se dá tanta regalia para os alunos e o professor é tão esfolado em sala de aula? Como manter uma aula decente se você não tem material pedagógico, não tem condições de trabalho, não tem nada? Você vai tentar punir o aluno, não pode porque a direção não deixa, o Estado não permite, os pais não permitem... Há também a indisciplina social. Há muita impunidade na sociedade: as pessoas fazem coisas e não acontece nada com elas. Falta perspectiva ao jovem: não sabe para que estudar. Aluno diz: “eu vou ser jogador de futebol, não preciso de estudo'. trai ganhar muito mais do que eu... As vezes, muitos de nós, profissionais da área, ficamos desmotivados pois o professor não ganha tão bem. O professor também se desmotiva: Ah, para que eu vou mudar? Para que fazer meu planejamento assim? Ah, uso 0 do ano passado'. O que fazer quando aluno desrespeita muito o professor e depois diz assim: “não me amole que hoje eu já fumei maconha'? Como explicar que a classe é disciplinada com determinado professor e não é com outro? É preciso ver a postura do professor, o método que utiliza. Continuamos com métodos elitistas e arcaicos. O que é para nós disciplina?

É a prática do silêncio?".

Podemos perceber alguns focos da queixa: o aluno, seu desinteresse, decorrente da tecnologia a que tem acesso fora da escola; os meios de comunicação, a sua influência negativa; a família, não cumprindo seu papel; a escola, que não apóia o professor; a sociedade, sua (des)organização; e, depois de um certo tempo, chega-se a colocarem questão a própria relação pedagógica. Só por este breve levantamento, podemos ver como o problema da disciplina está ligado a uma série de outras questões; não dá para falar de disciplina de uma forma isolada em relação à realidade maior.

Complexidade

A questão da disciplina pede, para seu enfrentamento, a ajuda de um conjunto de áreas do conhecimento, como a Sociologia, Antropologia, Psicanálise, Ética, Política, Psicologia, Economia, História, Tecnologia, Comunicação Social, além dos próprios saberes pedagógicos. Outro fato a ser considerado é que a disciplina é apenas um aspecto do processo de educação escolar, que por sua vez também é extremamente complexo e exigente, uma vez que se trata de participar da formação, ao mesmo tempo, de trinta, quarenta ou mais sujeitos.

Que outra atividade humana apresenta tal nível de complexidade?

O "único" problema do professor é que ele é um sujeito concreto - não é anjo, um ser abstrato -, que trabalha com alunos também concretos, numa realidade concreta; se não fosse isto, tirando a concretude do real, seria superfácil ser professor, mas aí também não haveria necessidade de sua existência...
Temos uma clareza: ser "dador" de aula, "tomador" de conta de aluno é fácil, mas ser professor, no seu sentido radical, não é fácil não. Por isto o professorprecisaria ser muito bem formado e muito valorizado.

O Papel da Reflexão (Limites e Possibilidades)

De certa forma, o professor "já sabe" o que deve fazer: em algum momento de
sua vida já ouviu falar ou vislumbrou uma possibilidade de como deveria agir.
No entanto, muitas vezes, não o faz. Por quê?
1) Não acredita mais profundamente, não está convencido:
• da proposta em si - não tem segurança de que seja o caminho correto;
• da eficácia da proposta - acha que talvez seja muito pouco em relação ao tamanho do problema, que não vai resolver.
2) Não sabe como fazer; uma coisa é ter ouvido falar, outra é ter competência para colocar aquilo em prática.
3) Não vê condições para fazer:
• seja efetivas (fruto de uma análise mais criteriosa da realidade);
• seja fruto de sua percepção, sem muita base no real.
O fazer do sujeito depende do querer e do poder, que se relacionam dialeticamente, já que, por exemplo, o não ver possibilidade acaba diminuindo 0 desejo de fazer. O poder, por sua vez, tem uma base objetiva, que são as condições mínimas para a ação; e uma base subjetiva, que é o saber fazer. Há também aqui uma relação entre estas dimensões, uma vez que a base objetiva pode ser alterada justamente pela ação consciente do homem, portanto orientada pela base subjetiva.
Qual séria, então, o papel da reflexão?
1) Procurar resgatar o professor como sujeito, seu desejo, projeto, sentido, querer.
2) Desmontar alguns mitos que funcionam como obstáculos epistemológicos.
3) Apontar alguns caminhos, alternativas, que estejam ao seu alcance (não algo "estratosférico"), em termos tanto de processo, quanto de propostas de ação.
O problema da indisciplina está angustiando cada dia mais os educadores em geral e os professores em particular. A grande pergunta que está na cabeça de todos é: o que fazer? Embora esta questão seja da maior importância e deva ser respondida, entendemos que, antes, outras duas devem ser enfrentadas: o que está acontecendo?; o que queremos? É comum ouvirmos o seguinte: "Já sabemos bem qual é o problema, até porque o sofremos na pele. Queremos é solução". No entanto, o que temos observado é que padecemos, mas não compreendemos o problema; no trabalho científico costuma-se afirmar que definir bem o problema é já ter 50% da solução...

" Acreditamos profundamente no professor; hoje ele pode ter um papel revolucionário (ainda que correndo o risco, ao afirmarmos isto, de sermos chamados de 'jurássicos', de utópicos). Esta onda neoliberal, que está aí quebrando todas as esperanças, tem muitos interesses não explicitados. O professor lida sim com a esperança, com a utopia; isto faz parte da essência do seu próprio trabalho."
"Sem autoridade não se faz educação; o aluno precisa dela, seja para se orientar, seja para poder opor-se (o conflito com a autoridade é normal, especialmente no adolescente), no processo de constituição de sua personalidade. O que se critica é o autoritarismo, que é a negação da verdadeira autoridade, pois se baseia na coisificação, na domesticação do outro."
"Sentimos necessidade de apontar para a mudança de enfoque: em vez de culpa, é preciso falarmos de responsabilidade. A culpa, por ser de 'fora para dentro', leva ao julgamento e à atitude de defesa, de transferência, de procurar jogar novamente para fora, buscando outro culpado; a preocupação maior acaba ficando em achar o culpado e não em resolver o problema. A responsabilidade, por ser algo mais de 'dentro para fora', chama para a ação, para o compromisso com a superação."
Publicação: Série Idéias n. 28. São Paulo: FDE, 1997Páginas: 227-252

19º Encontro 11/09/08


Tema: Mudança Linguística (fascículo 6).





Nesse encontro foi realizado:


  • Leitura da história: "O menino que carregava água na peneira."


  • Reflexão em grupo sobre as perguntas feitas no 17º encontro em relação ao filme "Desmundo";

  • Debate sobre as reflexões dos grupos . Cada grupo expôs para o grupão a resposta de cada pergunta.


A linguagem utilizada no filme era muito complexa ( variação linguística bem acentuada), no sentido de que, a sociedade brasileira estava sendo formada naquele momento(época) por pessoas vindas de Portugal e que pertencia à classe mais baixa de lá, por isso, pronunciavam as palavras ( pela metade as vezes) "engolindo" vogais ou consoantes, etc. Percebi que os colonos eram bastantes submissos às normas impostas pela igreja senhora do poder sobre os índios, colonos e até dos donos de engenhos; que havia muita discriminação racial ( no caso ao indígena) e à mulher ( que era vista como um ser incapaz de realizar trabalhos que fossem além do de cuidar da casa, lavar, passar, satisfazer os desejos sexuais de seu marido e procriar). Observei também que naquele tempo já havia o hábito de captura de animais silvestres. Mesmo havendo um controle por parte da igreja em relação aos hábitos que a população tinha que adotar, a cultura indígena também era relevante. A igreja explorava a mão de obra indígena. A vestimenta tanto dos homens portugueses, espanhóis ou franceses como das mulheres eram bem discretas( cobria todo o corpo), os homens que não tinha esposa mantinham relacionamento sexual com sua parentela.

Durante o filme destaquei algumas expressões na linguagem dos persoangens como:

  • irribar
  • Mutias
  • Vinde
  • ariba
  • Gracias
  • Desposar
  • derribar
  • Parir pelo sovaco;
  • besta tu és;
  • mui desejadas.

A vida daquele povo, era difícil, bem controlada, limitada. A mulher então, era usada como objeto. Só não era descartável como é usada hoje porque haviam poucas na região. Esse olhar sobre a mulher é mantido por muitos homens ainda no século XXI, apesar das conquistas que alcançamos durantes séculos de renúncias, de lutas, de resistências. MAS ESTAMOS CONSEGUINDO!!!!!..... VAMOS CHEGAR LÁ.

Eu teria sido morta, se tivesse vivido naquela ou no período da ditadura no Brasil, por sempre agir com rebeldia em situações de repressão ou opressão.

20º 18/09/08


Tema: Mudanças Linguísticas (Fascículo 6)

Já faz muitos séculos que as pessoas se deram conta de que as línguas mudam com o passar do tempo. No entanto, esse fato sempre foi visto como um problema, com um de feito a ser corrigido, e a mudança linguística sempre foi encarada com uma decadência da língua, que estava sendo arruinada e corrompida pelos seus próprios falantes! Durante maid de dois mil anos , o trabalho dos gramáticos, dos professores, e de outros estudiosos da linguagem teve o objetivo expkícito de refrear, conter ou até mesmo impedir a mudança linguística, um objetivo que eles, é claro, jamis conseguiram stingir plenamente, já que as línguas não param de se transformar.
Apesar do desenvolvimento da linguística histórica, as velhíssimas noções de corrupção, ruína e de decadência da língua continuam circulando livremente pela sociedade. ( Fascículo 6, pág.7)
Nesse encontro foi realizado:
  • Discussão sobre vários tema: avaliação, gramática, conteúdo, coletividade, ingenuidade dos alunos e outros.
  • ouvimos e cantamos a música "Como uma onda" Lulu Santos. ( A tutora fez um paralelo da música com mudanças).
  • Leitura do texto: In: Nada na língua é por acaso;
  • Análise de alguns problemas sociais e individuais que surgem quando pessoas de iferentes regiões ou de classes sociais diferentes e portanto, falantes de variedades linguísticas diferentes, se encontram numa situação de interação que levam as línguas a se transformar com o passar do tempo.
  • Reflexões sobre o texto da aluna Francisca ( pág. 8) Ela está morando em Recife, mas nasceu e se criou no interior. Lá falava fruta de fruita. quando pronunciou essa palavra do modo interiorano todos riram, achando que ela estava falando errado. E desde aquele dia a fruta teve o mesmo sabor.
  • Reflexões sobre: qual a visão que temos da língua?

> A língua é um museu ou uma máquina do tempo?

> O velho e o novo convivem juntos. Num mesmo período da história de qualquer língua, convivem lado a lado formas conservadoras e formas inovadoras da língua, porque toda e qualquer língua viva apresenta variação, ou seja, toda e qualquer língua vais dispor de formas variantes de se dizer a mesma coisa.

> A língua é uma máquina do tempo, viva e dinâmica. Nela convivem lado a lado, aqui e agora, formas muito antigas , que remontam a séculos ou milênios atrás, e formas novas que pronunciam o futuro do idiaoma,

A forma fruita e a forma fruta são variantes que convivem hoje juntos no português brasileiro.

Esquema anterior: fructa -> fruita ->fruta ( fructa - escrita latina. Não tem variante. O latin é uma língua morta.)

Esquema reformulado devido às considerações da língua como um sistema heterogêneo e variável:

fructa-> fruita -> fruta ~ fruita.

Esquema de uma fase do uso da forma fruita esteve em convivência com fructa ou com alguma outra forma não registrada em escrtiso:

fructa > *frugta >* frugta > fruita > fruita > fruta

*frugta fructa fruita * fruita fruta fruita

Uma forma acaba vencendo a outra , que se torna cada vez menos usada até desapareceer por completo( caso da fructa e frugta) ou até ter seu uso cada vez mais restrito a grupos minoritários de falantes ( caso da fruita usada em variedades rurais em algumas regiões brasileiras). Na língua, o velho e o novo convivem juntos.

A língua está em constante transformação. Como diz a música Como uma onda no mar.


A palavra Fruita fez parte de uma variante antiga. Hoje se pronunciada será considerada errada, mas., que no entanto, o que é certo hoje poderá ser considerado errado amanhã.

Com as reflexões dessa aula, podemos verificar que temos o compromisso em respeitar o jeito de falar do aluno, do vizinho, do pedinte, do policial, do médico, etc. Pois, cada um vive numa sociedade composta por indivíduos falantes de uma língua rica em variedades linguística, e isso é mais um motivo que nos leva a respeitar a fala do outro visto que ninguém fala como dita a gramática. Falar de acordo com gramática é uma ideologia. Estudar a gramática é apenas um dos recursos para se apropriar da norma padrão. Já o estudo da língua habilita o alunoa a construir um discurso próprio. O professor deve respeitar as manifestações linguísticas do aluno, tomando sua posição de mediador do ensino para intervir em momentos certos, afim de aos poucos mostrar ao aluno a impotância do uso da norma padrão da linguagem.

Estuando em casa o fascículo 6, observei na página 14 a trajetória da palavra telha, achei interessante esse processo de tégula até telha. Acho que esqueceram da têa que já é pronunciada em algumas regiões. Tive alunos lá no Pará que eram filhos de oleiros que falavam têa. Esse só zinia em meus ouvidos como "ERRÃO". Mas , que agora, com esse estudo percebi que errada estava eu.

************** OLHA AI A IMPORTÃNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA!!!.......... ****************

22º Encontro 02/10/08

Tema: Mudança Linguística (fascículo 6, pág. 16, 17,18)

"A língua é o primeiro arame farpado da ascensão social." Lucília Garcez

"As línguas mudam porque são faladas por seres humanos inseridos em sociedade heterogêneas, sociedades divididas em classes sociais, em grupos de poder, onde exestem relações de dominantes sobre dominados, onde os meios de acesso ao prestígio social são distribuídos desigualmente. As línguas mudam porque, em todo momento de sua história, elas apresentam variação, isto é, concorrência entre duas ou mais maneiras de expressar o mesmo conteúdo."

CAUSAS DESSA MUDANÇA

Fatores externos:

  • A moda; - bel^, refri, etc.
  • A influência estrangeira; - shopping
  • As necessidades sociais; - grandes aconatecimentos na sociedade, revolução do capitalismo, ideias do neoliberalismo.
  • As mudanças nas relações de poder dentro da comunidade; mudançlas influênciadas pela classe média sem estigmatização.

Fatores internos:

  • São as tendências mais profundas existentes dentro do próprio sistema linguístico, como por exemplo: para que o ditongo latino Au se transformasse, numa primeira fase da língua portuguesa, em Ou e, mais adiante ( como é a pronúncia corrente atual), em O ( como na sequência auru - > ouro > [ ôru ] ) , foi necessário que existisse no próprio conjunto de combinações de sons da língua, essa possibilidade de mudança.
  • Anatomia humana; - a fisiologia dos órgãos da fala condiciona a isso. Ex.: caixa > caxa, queijo > quejo ( a fala permite a omisão do i).

FORÇAS QUE AGEM SOBRE A MUDANÇA LINGUÍSTICA:

  • Força centrífoga -> forças internas da língua, que leva os elementos da língua a afastar-se de suas formas-funççoes atuais e caminhar rumoa às funões novas. É o caso da fructa> fruita>fruta.
  • força s centrípetas -> forças que tentam impedir a mudança centrífoga da língua, procurando preservar/ manter/ refrear seu impulso de mudança. A escola, as academias de língua, a tradição literária, os gramáticos, a burocracia em geral, o sistema jurídico, o poder legislativo, as instituições religiosas ( que apoiam os textos antigos) são as principais instituição que tentam impor algum controle sobre os destinos do idioma.

Os fatores sociais são os agentes aceleradores que utilizaram e encorajaram tendências já exixtentes na língua.


Além das explicações e reflexões sobre o tema a tutora Adriana fez um comentário sobre uma postagem da professora Viviane sobre os comentários feitos pelos seus alunos referente a evolução da palavra FRUTA. Achei interessante a observação dos alunos, e até lógico porque apesar do falante provocar a mudança da língua não por preguiça de falar a palavra toda, para a criança será mais fácil mesmo retirar uma letra, encurta a palavra, economiza espaço e tempo. Meu filho me explicou que é perda de tempo, escrever a palavra inteira quando se está no Messenger quando perguntei-lhe por que ele estava escrevendo somente consoantes para falar com a outra pessoa. Fiquei pensativa.

  • Reflexão sobre o texto "Emília no País da gramática" de Monteiro Lobato de 1936/1940. Naquele tempo já era percebido as mudanças linguísticas.
  • Reflexão sobre a crítica de Luís Fernando Veríssimo às cartilhas. Que as cartilhas não são para crianças e sim para adultos que já estão cansados. A criança está aberta/livre para aprender/absorver/apreender muitas coisas e não somente qualquer coisa .

Formação e Prática

De Lindalva


Durante muito tempo, pensou-se que bastava concluir a graduação, o profissional professor estaria totalmente, preparado, pronto para atuar em sua área de formação para o resto da vida. Mas com a evolução da tecnológica, e as transformações sociais, esse profissional, passou a reconhecer a complexidade e as exigências da prática de suas atividades e, desde então, vem buscando novos paradigmas para aclarar uma nova compreensão da prática docente e os saberes pedagógicos e sistemáticos relacionados ao conteúdo e objetivos escolar a serem mediados, estimulados e aprendidos tanto pelo aluno como pelo professor. Sistematizou – se então, a educação continuada, onde o professor passou a refletir sua prática, seu conhecimento científico/acadêmico e técnico, consciente de que não é mais o detentor do conhecimento, considerado pela tendência tradicional de ensino, e sim, o mediador do processo de construção multidisciplinar do saber sistematizado. As dificuldades surgirão. Mas, o essencial é a consciência de que a complexidade social está ai, servindo de barreira para a efetuação diligente de seu papel de agente de mudanças.

Nesse curso de Alfabetização e Linguagem, percebo o quanto nós, professores precisamos ampliar nossos conhecimentos e refletir cada vez mais sobre a prática pedagógica do ensino da língua.
Lindalva Pinho

23º Encontro 09/10/08

Tema: ORTOGRAFIA


"O momento crucial de toda a sequência da vida escolar é o momento da alfabetização."
Miriam Lemle.


Objetivo: Refletir sobre a nossa ortografia e suas convenções. Refletir sobre as convenções ortográficas no processo de alfabetização.


ORTO (correta)

GRAFIA (escrita)- palavra de origem grega.


A maneira correta de falar é "erro de grafia".



Nesse encontro foi realizado:




  • Leitura do texto " Acordo Ortográfico" de Verrissímo. O texto fala sobre as mudanças que estão ocorrendo agora no ano de 2008, com a reforma ortográfica.


Texto bem-humorado de Verríssimo sobre o acordo ortográfico



Os amigos reuniram-se à mesa do bar. Chegaram todos com um ar de preocupação. Sabiam que, desta vez, havia algum assunto sério a ser tratado entre as rodadas de cerveja geladíssima. Havia algo de grave na voz do Trema quando receberam a convocação por telefone. Chegaram quase todos ao mesmo tempo. O Ponto, a Vírgula, a Crase, o Ditongo, os gêmeos Acento Agudo e Acento Circunflexo, o Til – que levou o sobrinho porque não tinha com quem deixá-lo –, o Travessão e a Cedilha. O Sufixo, como sempre, chegou depois de todo mundo. Antes de pedir a primeira cerveja, o Trema foi logo falando, a voz meio embargada. Meus amigos, chamei todos vocês aqui porque o assunto é grave. Não vou enrolar porque considero vocês são como de minha família. Eu estou>no fim. Meus dias estão contados.>>O Travessão interveio, rápido.>>– Peraí. Não dá para engolir a seco uma notícia dessas. Ô, Cafu, desce>umas cervas aí, urgente, por favor!>>Alguns fizeram cara de espanto. Pura encenação. Lêem jornais,>portanto, já sabiam. Outros, como o Ditongo e a Crase, realmente se>assustaram.>>– Como assim? Você tá brincando, Tre! – disse a Crase, já com os olhos>marejados.>>– É a pura verdade. Pura e triste verdade.>>Tomou um longo gole de cerveja e explicou.>>– É a reforma ortográfica. Será implantada em 2008. Portanto, no ano>que vem eu não estarei mais aqui.>>– Não é possível! – reagiu o Ditongo, como sempre desavisado.>>– É sim. Eu mesmo li meu anúncio fúnebre na Folha de S.Paulo.>>Tira um recorte amassado do bolso da calça. Quase chorando, lê para os>amigos:>>– Abre aspas: O fim do trema está decretado desde dezembro do ano>passado. Os dois pontos que ficam em cima da letra u sobrevivem no>corredor da morte à espera de seus algozes. Fecha aspas.>>Silêncio na mesa.>>– Como vêem, são meus últimos dias. Tantos anos de serviços prestados>à língua portuguesa não valeram nada. Simplesmente decretaram dia e>hora para minha morte.>>– Meu Deus. Que absurdo! – reage a Cedilha, lutando para segurar as>lágrimas.>>– Pois é. Inventaram que é preciso unificar a ortografia entre os oito>países que usam a língua portuguesa. Argumentam que isso vai aproximar>as culturas. E eu, amigos, serei oferecido em sacrifício.>>Há um misto de perplexidade, revolta e pena em volta da mesa.>– Algum burocrata da ortografia decidiu que eu sou inútil. Acham que>eu ungüento aguado.>>– Aguado pode ser. Ungüento, não. Unguento – protesta o Travessão, sob>o olhar de reprovação geral.>>– Desculpe, mas vocês sabem: eu perco o amigo, mas não perco a piada.>>O Trema procura ignorar. Conhece o amigo há décadas. Sabe que ele não>perde a velha mania. Continua a conversa lamuriante.>>– Ainda quiseram me consolar, dizendo que eu, companheiro de vocês em>tantas jornadas, sobreviverei em nomes próprios. Balela. Eu>sobreviveria na Alemanha, com seus Günter e Müller da vida, mas aqui,>no Brasil, meu destino está selado.>>Pedem mais cerveja.>>– Por isso eu chamei vocês. Fiz questão que fosse aqui no Bar Azul,>que a gente freqüenta desde o tempo da faculdade. Aqui comemoramos>momentos felizes e choramos momentos tristes. Logo, só vocês poderão>freqüentar aqui. Eu serei apenas lembrança. Aliás, nem vocês poderão>freqüentar. Terão de frequentar.>>Todos se abraçam. Alguém propõe um brinde, dizendo que a amizade entre>o grupo permanecerá para sempre, mesmo que um dia reste apenas um para>beber no bar. É nesse momento que notam a ausência do Hífen.>>– Alguém sabe dele? – pergunta o Trema.>>O Acento Agudo sabe.>>– Não vem. Está deprimido. A reforma ortográfica também mexeu com ele.>O Hífen não será mais usado quando o segundo elemento começa com s ou>r. Ele já sabe que nesse caso será substituído pela duplicação das>consoantes. Sacaram? No futuro só haverá antirreligioso, contrarregra,>antissemita. Ele também deixará de ser usado quando o prefixo termina>em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente, como>extraescolar, aeroespacial e autoestrada.>>– O Hífen nunca lidou muito bem com as perdas da vida – lembra o>Trema. Mas pelo menos ele vai continuar existindo.>>– Todos nós saímos perdendo com essa reforma – pondera um dos gêmeos.>>– Eu, Acento Circunflexo, por exemplo, vou ser defenestrado das>terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo>dos verbos 'crer', 'dar', 'ler', 'ver' e seus derivados. Quando vocês>lerem 'crêem', 'vêem' 'lêem' e 'dêem' sentirão minha ausência. Também>vão me tirar das palavras terminadas em hiato 'oo'. Quem tiver enjoo>no voo não terá minha companhia.>>Seu irmão gêmeo também choraminga.>>– Vocês sabem que tudo que afeta meu irmão afeta a mim também –>intervém o Acento Agudo. Eu perderei minha função nos ditongos abertos>'ei' e 'oi' de palavras paroxítonas. Não me querem mais em 'idéia',>'assembléia', 'jibóia' e 'assembléia', por exemplo. Também ficarei de>fora nas palavras paroxítonas, com 'i' e 'u' tônicos, quando>precedidos de ditongo. 'Feiúra' e 'baiúca' passarão a ser 'feiura' e>'baiuca'. Mas nesses casos tudo bem. Eu nunca gostei de 'feiúra' e>'baiúca'. Duro mesmo é saber que serei extirpado sem dó nas formas>verbais que têm o acento tônico na raiz, com 'u' tônico precedido de>'g' ou 'q' e seguido de 'e' ou 'i'. Modéstia à parte, sempre me>orgulhei de dar um ar aristocrático a algumas formas de verbo. Ouçam>bem: 'averigúe', 'apazigúe', argúem'. Sem mim, isso não terá a menor>graça.>>– Só sobreviveremos em nossa integralidade nos livros da Antigüidade>-, observa o Trema, melancólico. E pensar que até Antigüidade vai>virar antiguidade... Imagine as conseqüências dessa mudança. Quer>dizer, as consequências...>>A esta altura, já estão todos meio embriagados. O Ponto, sempre>otimista, lembra que pelo menos um membro da turma sairá ganhando com>a reforma.>>- O Alfabeto, gente. Vão incorporar ao Alfabeto as letras k, w e y.>>- É por isso que ele não veio – explica a Vírgula. Disse que ia na>Leroy Merlin porque agora vai ter de aumentar a casa.>>Alguém chama o garçom.>>- Cafu, mais cerveja. Nós vamos agüentar firme, aqui com o Trema.>Vamos abrir uma trincheira etílica em defesa do nosso velho e bom>amigo.>>Propõem outro brinde. E voltam a chamar o garçom, que já se distanciava.>>- Traz também uma porção de lingüiça calabresa. Sem cebola. Mas não>esquece do trema, por favor!



A tutora Adriana falou sobre o Guia teórico do alfabetizador de Miriam Lemle e Guia prático do alfabetizador de Marlene Carvalho.
  • Debate rápido sobre dislexia e outras dificuldades.

  • No Guia teórico do Alfabetizador, Miriam Lemle apresenta o que é preciso para a criaça aprender a ler.


    1 - A criança precisa saber o que é um símbolo. /bandeiras de apaíses, escudo de times de futebol, etc.


    2 - A criança precisa discriminar as formas das letras. Ela precisa entender que cada risquinho preto no papel representa um som ( e são parecidos). Desenhos de formas: quadrado, circulo, etc.


    3 - a criança precisa se conscientizar da percepção auditiva. A diferença sonora das sílabas, ex. : som de "pé" e "fé"é apenas da consoante enicial {p} occlusiva, {f} fricativa.

    4 - A criança precisa captar o cnceito de palavra.

    5 - A criança precisa reconhecer sentenças.


    Miriam Lemle, afirma que é importante brincar de ler com a criança (trabalhar algo que elas já conheçam como música, rima, poesia, embalagens, etc.).

    Explicou que no inicio da alfabetização a criança pensa haver um casamento monogamico entre letra e som e o professor deve aproveitar esse momento para explorar a correspondência biunívoca entre as poucas letras em que ela se dá: p/b/f/v/d/t/ - 1ª fase da alfabetização.

    Na 2ª fase- a criança percebe que uma letra pode representar vários sons.

    Já conhecia as teorias de Miriam Lemle. quando trabalhava como alfabetizadora considerei as fases de aprendizagem da criança. Procurei seguir todos os passos necessários para a criança despertar para a leitura e a escrita, utilizando sempre as teorias de Paulo Freire, Emiília Ferreiro e outros. Só nunca gostei do Guia Prático do alfabetizador, por acreditar que é impossível para o alfabetizador seguir formulário para alfabetizar. Pois cada criança é um ser que aprende de acordo com sua própria competência (por ter um conhecimento de mundo bem amplo no que diz respeito à leitura, já lê a palavra Coca Cola, sabão Omo e outras ) o alfabetizador apenas media esse conhecimento para isso, utiliza-se de vários métodos/teorias/estratégias para facilitar o desabrochar da leitura sistemática e da escrita no aluno. Apartir daí o próprio meio, as circunstâncias, as experiências vivenciadas pelos aluno, aperfeiçoa a leitura e a escrita. Isto porque algumas famílias colaboram com o trabalho do alfabetizador ajudando em casa com as tarefas, e até passando outras tarefas por conta própria, o que as vezes tem um resultado positivo no sentido de que ali é reforçado o dominio de variantes lisguísticas. Por isso, não concordo com Miriam Lemle quando diz que o alfabetizador não deve ditar por exemplo: LEITE e sim LEITI, " o leite caiu no chÃO" e sim " o leiti caui no chãu, modo como o aluno fala", explicando para o aluno que falamos leiti mas, escrevemos leite, falamos chãu e escrevemos chão. Si assim for feito, ele estará reforçando a variante linguística e não a respeitando. Já que à escola cabe ensinar a variedade padrão/culto, tendo cuidado para não impor essa variante como modelo de uso da língua na fala e na escrita.

    EXPERIÊNCIA EM SALA DE AULA

    Um dia antes dessa aula, trabalhei com meus alunos da 4ª série os sons do x ( ch, ks, x e z), expus algumas palavras no quadro como por exemplo: enxame, exame, cruscifixo xarope. Uma aluna me disse que o nosso Português era muito difícil. Porque que exame não era com o som de ch se um xa com a é xa. Seria tão mais fácil se assim o fosse.

    É no cotidiano que as palavras, que acompanham os nossos gestos, que compõem os nossos atos, brotam em mutação... (BACCEGA,M Aaparecida. Palabvra e discurso, literatura e história. São Paulo: Ática, 1995. p.35.)


    17º Encontro 28/08/08

    • No encontro de hoje, assistimos o filme "Desmundo", de Alain Fresnot obra baseada no livro "Desmundo" de Ana Miranda .









    RESENHA DO LIVRO

    Este belo romance de Ana Miranda é o relato de uma jovem que atravessou não apenas o oceano Atlântico, mas a linha imaginária que separa a realidade e o sonho, a liberdade e a escravidão, o amor e o ódio, a virtude e o pecado, o corpo e o espírito.Numa noite do ano de 1555 chega ao Brasil uma caravela trazendo uma leva de órfãs mandadas pela rainha de Portugal para se casarem com os cristãos que aqui habitavam. Com a mente repleta de sonhos e fantasias, elas pisam pela primeira vez a terra distante, onde um mundo rude, belíssimo, violento as espera. A história dessas órfãs é contada por uma delas, Oribela, com sua visão mítica, espiritual, sensual - uma jovem que costuma ter visões noturnas, ímpetos de partir e muito medo da paixão que habita sua alma.

    SINOPSE DO FILME (Google 16/10/08)

    Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.
    • A tutora nos deu algumas questões, mas que serão respondidas apenas no próximo encontro, pois será uma atividade em grupo.
    As cenas do filme são marcantes, com muita violência contra a mulher, índios e até mesmo contra o colonos que eram submissos às normas da igreja.