BEM VINDOS!

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Neste blog, postarei reportagens, atividades que realizei em sala de aula, atividades postadas em outros blogs, atividades retiradas de livros.

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Continuando o 6º encontro. Consideraões do encontro



Nesse encontro foi realizado:

. Leitura e reflexão dos testos:
§ Interiores
§ Tropeçar nos ouvidos;
Apresentação/áudio de duas versões da musica Asa Branca para análise em grupo. Nessa análise foi observado que o cantor manteve a pronuncia de algumas palavras nas duas versões



Comentarios sobre o encontro

“ É no cotidiano que as palavras que acompanham os nossos gestos, que constroem os nossos atos, brotam em mutação ...”
(BACCEGA, M. Aparecida. Palavra e discurso Literário e Historia. São Paulo: Ática, 1995. p. 35)
As variantes lingüísticas transitam nos mais variados gêneros da comunicação. Por isso, para utilizar-se da linguagem o indivíduo necessita recorrer à língua e às suas formas de funcionamento.E a escola não deve reprimir o saber lingüístico do aluno. Pelo contrário, deve ajudá-lo a apropriar –se da linguagem considerada padrão, possibilitando a ele a ampliação desse horizonte discursivo que se manifesta nas mais diferentes situações do cotidiano.

MUSICA ASA BRANCA DE LUIZ GONZAGA

Quando oiei a terra ardente
Qual fogueira de são João,
Hoje, longe muitas légua,
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortá pro meu sertão.
Quando o verde dos teus óio
Se espaiá na plantação,
Eu te asseguro, num chove não, viuQue eu vortarei, viu, meu coração...
Hoje, longe muitas légua,
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortá pro meu sertão.
Quando o verde dos teus óio
Se espaiá na plantação,
Eu te asseguro, num chove não, viuQue eu vortarei, viu, meu coração...


Hoje, longe muitas légua,
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim vortá pro meu sertão.
Quando o verde dos teus óio
Se espaiá na plantação,
Eu te asseguro, num chove não, viuQue eu vortarei, viu, meu coração...


Análise critico-refletiva da music

Troca do lh por i PALARIZAÇAOÓ

ia
Oiei
Fornáia
Esaiá
Atrapaia


Troca do l por r ROTALISMO
Celveja
galfo
Prantaçao
Vortárei
Craudio
Forto
crinica
vortár



Falhas de concordância

Muitas légua
Dois mês
Teus oio
Esses menino vive
Dumas dô
De acordo com a norma padrão é considerado erro por que não esta havendo concordância com o plural








Troca do lh por i
Óia
Oiei
Fornáia
Esaiá
Atrapaia

6 º Encontro 08/05/08

Variação lingüística
Os brasileiros que tiveram acesso a escolarização formal, que dominam os usos mais complexos da escrita e que vivem nos ambientes urbanos mais valorizados consideram que seu modo de falar português é “melhor” que o de seus compatriotas sem instrução formal, analfabetos ou semi-analfabetos e moradores das zonas rurais ou das periferias das grandes cidades ( ou seja, a grande maioria da nossa população ).
Durante muito tempo ( e em boa medida, até hoje) o ensino de português no Brasil foi orientado por esse jeito de ver os fatos da língua, por esta crença na existência de uma única “língua certa”, usada por uma minoria, que se destaca da massa dos que “falam tudo errado”. Felizmente, nos últimos anos, essa concepção de língua e do papel da escola vem passando por mudanças importantes e positivas, graças sobre tudo ao trabalho dos pesquisadores que se dedicam ao estudo das relações língua e sociedade, ( os sociolinguistas ) e à investigação do impacto dessas relações nas praticas pedagógicas.
As ciências da linguagem, no entanto, vem demonstrando que as noções de “certo” e de “errado” não tem nada a ver com a língua propriamente dita : todo e qualquer modo de falar tem suas regras sistemáticas, tem sua gramática e se presta muito bem as funções de interação e de comunicação entre os falantes. (fascículo 5. pag.. 8 e 9 )

5º Encontro 24/04/08

" É a língua? Ah! /a língua acaba sendo o centro e a razão de tudo. É nela e por ela que construímos nossa interação e nossos textos É pela línguagem que nos tornamos humanos". ( Fasc. 1, pág.8 )
TEXTO, LINGUAGEM E INTERAÇÃO
Maria Luiza Monteiro Sales Coroa

Quando se trata de ensino-aprendizagem de língua portuguesa, cada vez mais, também se ouvem criticas ao ensino de língua apoiado apenas nas regras gramaticais. As conversas são direcionadas para o ensino de textos no lugar de textos como realizações interativas, será que podemos dizer que eles dispensam as regras?
Veremos que não!
Linguagem
A linguagem acaba sendo o centro e a razão de tudo: é nela e por ela que construímos nossa interação e nossos textos. É pela linguagem que nos tornamos humanos!
Precisamos entender que há sempre uma concepção de língua e de linguagem por trás de todas as escolhas de metodologias, de exercícios, de atividades pedagógicas que fazemos no processo de ensino- aprendizagem de língua portuguesa. Por isso, a decisão por trás do texto unidade privilegiadas de ensino de língua na escola também tem a ver, naturalmente, com um sistema de signos, ou de sinais significativos, colocamos o foco apenas nesses sinais e privilegiamos apenas as estruturas lingüísticas e gramaticais de sala de aula.
Signo é todo e qualquer sinal que representa outro objeto. ( Fascículo 1, pág. 8).
As teorias lingüísticas que baseiam suas definições de língua na estrutura do código lingüístico são conhecidos como abordagens estruturalistas. O ensino tradicional de língua portuguesa, na nossa historia escolar, é nitidamente estruturalista, pois focaliza o código ( palavras e combinações de palavras) em detrimento dos aspectos comunicativos e de construção de sentimentos de linguagem.
A língua, alem de ser esse conjunto de signos sistematicamente organizado, é também nosso melhor veiculo de comunicação, nossa mais eficaz forma de atuação sobre os outros e sobre o mundo. ( Fascículo 1, pág. 9). Com a interação somos levados a considerar que a língua como código não esgota as funções de uso da linguagem; que língua é isso , mas não apenas isso; que língua é um código em funcionamento e que sua função principal é de atuação social, de interação entre os seres humanos. (Fascículo 1, pág. 10).
NESSE ENCONTRO FOI REALIZADO:
  • Uma dinâmica onde os participantes obeservaram várias figuras diferentes como: cartaz de campanha de combate à dengu, pintura de um pintor famoso, catadores de lixo, etc. Depois cada participante dos grupos expunham suas percepções reerentes à figura observada.

CONSIDERAÇÃOES DO ENCONTRO

TEXTO COMPLEMENTAR

Para falar e escrever com adequação : As variedades lingüísticas (I)

Pronuncie em voz alta estas palavras: recife, Olinda, coração.
Dependendo de sua região, você pronunciou a primeira silaba das palavras com vogais abertas (ré, ó e có) ou com vogais fechadas (rê , ô e cô ). No nordeste, por exemplo, essas palavras são pronunciadas com vogais abertas; já no Sudeste, são pronunciadas com vogais fechadas. As duas formas de falar são corretas.
QUER ENTENDER POR QUE ISSO ACONTECE?


A COLONIZAÇÃO INTERFERIU NA FALA DO BRASILEIRO.

POR QUE O SOTAQUE MUDA CONFORME AS DIFERENTES REGIÕES DO PAIS ?

O principal fator que influi no sotaque de uma região é a língua falada pelos povos nativos e por aqueles que migraram para lá. No Brasil, os colonizadores vieram de muitos lugares, alterando a forma de falar em diferentes partes do pais. Algumas influencias foram fortes e mais ou menos homogêneas, como é o caso dos negros, principalmente os bantos. Na língua banto não existem palavras com duas consoantes. Graças a essa influencia, muitas vezes pneu transforma-se em peneu e advogado vira adevogado.
“infelizmente a influencia lingüística da imigração no Brasil é pouco estudada”, explica lingüista Margarida Petter, da Universidade de São Paulo.
Ninguém pesquisou ate agora, os detalhes que compõem a forma de falar de cada região. Mas há formas de falar “que já podem ser relacionadas com os povos que habitaram determinada área “ , diz o lingüista Flavio Di Georgio, da Universidade Católica de São Paulo (veja alguns exemplos no quadros abaixo).

PERNAMBUCO: Os holandeses permaneceram por um longo tempo em Pernambuco, onde deixaram forte influencia. Veio deles o R chamado glotal, pronunciado forte na parte de trás da garganta, como nas línguas germânicas. Já o R falado na Bahia é semelhante ao R do carioca, aspirado, proveniente da colonização portuguesa .

SANTA CATARINA: O estado foi colonizado pelos açorianos que falavam “cantando”. Depois chegaram os negros, que pronunciavam as vogais de forma mais aberta. A mistura fez a fala dos catarinenses, principalmente os de Florianópolis, ficar mais melodiosa. A influencia alemã, tardia, mexeu no vocabulário, introduzindo palavras germânicas. No Rio Grande de Sul, a colonização de portugueses do continente foi intensa, atenuando o falar cantado dos açorianos. O resultado é que os gaúchos “cantam”, mas o pessoal de Florianópolis “canta” muito menos.

SÃO PAULO: No interior do estado fala-se um R bastante acentuado, chamado retroflexo (quando a parte de baixo da língua bate atrás dos dentes), como o R dos caipiras. São resquícios da fala dos indos tupis, adotada pelos bandeirantes. Essa pronuncia ainda se espalha pelo sul de Minas e por Goiás. Na capital paulista, a forte a forte influencia italiana acentua a letra T , chamada alveolar ( na pronuncia, a língua fica atrás dos dentes superiores ), diferente do T chiado dos cariocas.

RIO DE JANEIRO : O R aspirado e o S chamado palatal ( para pronunciar encosta-se o dorso da língua no céu da boca) são uma herança da transferência da família real portuguesa para a região, em 1808.
Como toda a corte falava assim, essa passou a ser a forma mais correta e adotada pelos moradores da época.

continuando o 4º encontro


Norma culta

Par a os primeiros intelectuais que se dedicaram ao estabelecimento de regras gramaticais, a variação era um “problema”, era um “defeito” da língua, que precisava ser corrigido. Como admiradores da grande literatura do passado na sua opinião, essa moralidade de língua, a escrita literária consagrada, é que deveria servir de modelo para toda e qualquer pessoa “culta” que quisesse se expressar de modo “socialmente aceitável” em grego.
Esse modo de ver os fatos da língua só começou a ser criticado com o surgimento da lingüística moderna ( século XX ), que pretende ser uma visão cientifica da linguagem, um estudo discutido e explicativo de todos os aspectos da língua. ( Fascículo 5, Pag. 16 a 18).
Diante da multiplicidade de variedades lingüísticas presentes em qualquer pais, o processo de constituição de uma norma-padrao representou, obrigatoriamente, uma seleção. Foi preciso escolher uma das muitas variedades lingüísticas para receber o titulo de “língua oficial”. O mais comum é que essa escolha recaísse sobre a variedade lingüística do centro de poder. Assim, a variedade de português da região central de Portugal é que vai se transformar na norma-padrao do português, não por ser a mais “bonita” mais “perfeita” mais “elegante”, mais “refinada” que as outras e sim por critérios ideológicos e políticos de quem esta no poder.
Depois de eleita a variação lingüística que servira de base para a elaboração da norma-padrao, essa variedade vai precisar responder a todas as exigências de uma língua literária, de uma língua de ensino, de uma língua oficial, de uma língua que será veiculo da ciência, de uma língua institucionalizada. Para isso é preciso criar um modo único de escrever essa língua ( ortografia oficial); catalogar o repertorio lexical dessa língua (dicionários), que se preocupam basicamente em listar e definir as palavras que pertencem as variedades de maior prestigio social e cultural; criar novos vocábulos, para que a língua se torne veiculo de uma cultura egotista, acadêmica; estabelecer as regras de uso “ correto” da língua ( gramáticas normativas ) e por fim, criar instituições que divulguem e preservem essa língua padronizada ( função principal da escola, dentro de uma visão tradicional de ensino de língua) . (Fascículo 5 pag. 18 a 19).
NESSE ENCONTRO FOI REALIZADO :

. leitura e análise em grupo dos temas; preconceito lingüístico, A variação lingüística e norma culta;
. Reflexão individual sobre; o que é ser um bom falante ?
. Analise das falas dos personagens Chicó do filme: o alto da compadecida. ( Chicó é compreendido mesmo não falando de acordo com a norma culta.

Considerações do encontro

A língua não se encontra isolada de outros aspectos da sociedade, como valores, normas e condutas individuais e coletivas dos membros das comunidades. Por isso, a língua é um todo, coeso e coerente, e o individuo incluso nela, desde seu nascimento, apreende e absorve as diferenças e semelhanças nas falas de seus sujeitos, formando assim a pluralidade de linguagens. Essa pluralidade fez surgir a criação de normas sociais que atribuíram à língua um status de superioridade às demais variedades. Classificando - a de norma culta. O não uso dessa norma culta pela grande maioria dos indivíduos da sociedade menos favorecida provocou o preconceito lingüístico. E a variedade escolhida como culta foi a utilizada pelas classes de maior prestigio econômico, cultural e político. Surgindo com isso, a afirmação de que a forma “correta” da língua é a culta e as demais, passou a ser “erradas” e por isso, não devem ser usadas ( faladas). Esse uso correto da língua passou a ser conhecido com gramática normativa.

continuando o 4º encontro


O PRECONCEITO LINGÜÍSTICO
A avaliação social resultante do uso da linguagem acaba por produzir um tipo de descriminação muito comum e que conspira contra toda tentativa de estabelecimento de uma sociedade democrática, fundada num conceito de cidadania plena. ( Fascículo 5, pág. 15)

O QUE É UMA VARIEDADE LINGÜÍSTICA ?

O modo de falar característico de um determinado grupo social recebe, na sociedade, o nome de variedade. É comum dizer que toda língua é um feixe de variedade.
Uma variedade lingüística pode ser o modo característico de falar de uma determinada região geográfica. Podemos nos referir, por exemplo, à variedade nordestina do português brasileiro, quando levamos em consideração os traços lingüísticos (fonéticos, sintáticos,lexicais, etc.) que todos os habitantes do nordeste apresentam em seu modo de falar, independente de outros fatores sociais.
A língua é, então, um feixe de variedades, isto é, um conjunto heterogêneo de modos de falar, associados aos diferentes grupos sociais que formam uma comunidade lingüística. Já vimos que, do modo de vista estritamente lingüístico, todos esses modos de falar, todas essas variedades, atendem perfeitamente às necessidades de comunicação e interação de seus falantes. ( Fascículo 5, pág. 12 a 14).

4º Encontro 17/04/08


“ Quase me apetece dizer que não há uma língua portuguesa, há línguas em português”
José Saramago
ONDE TEM VARIAÇÃO TAMBÉM TEM AVALIAÇÃO
“A língua é heterogênea porque a sociedade é heterogênea.”

É importante nunca perder de vista as conseqüências sociais da avaliação lingüística. Do ponto de vista estritamente lingüístico, isto é, elas desempenham muito bem o seu papel na comunicação e na interação dos membros da comunidade. Para um lingüista, o fato de alguém dizer trabaio ou dizer nós conseguiu não constitui “erro”, mas simplesmente diferença no uso dos recursos que o sistema da língua Poe a disposição do falante.
No entanto (e infelizmente ), nem todo mundo tem essa mesma atitude diante dos fenômenos da variação. Pelo contrário, a variação lingüística desperta na maioria das pessoas reações quase sempre negativas, sobre tudo por parte das pessoas mais escolarizadas. Quer dizer que as formas vão ser julgadas e avaliadas de acordo com os juízos e valores sociais atribuídos aqueles a quem se serve delas.
Assim, quanto mais alto estiver o cidadão na escala socioeconômica ( e também quanto mais elevado for o grau de escolarização), maior será o prestigio atribuído a sua maneira de falar. Do mesmo modo, e inversamente, o menor prestigio social de determinados falantes vai ser correlato da visão pejorativa e depreciativa com que seu modo de falar será avaliado.
Essa avaliação pode ser positiva, se o (a) falante julgar que seu (sua) interlocutor (a) pertence a uma classe social mais prestigiada, tem mais “estudo”, exerce uma profissão valorizada socialmente. A avaliação é negativa quando as formas lingüísticas usadas pelas pessoas não corresponde ao ideal de “correção” previsto nas gramáticas normativas e, por isso, são evitadas pelos membros da comunidade familiarizados com usos lingüísticos mais padronizados, sobretudo da escrita mais monitorada.A avaliação é essencialmente social, isto é, não é propriamente a língua que esta sendo avaliada, mas, sim, a pessoa que esta usando a língua daquele modo. (Fascículo 5, pág.14)

Ainda no 3º encontro



Poema: vicio na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizer mío
Para pior pío
Para telha teia
Para telhado teiado
E vão fazendo telhados
Oswald de Andrade

Considerações do encontro

Devido as diferentes culturas, em que o educando vive, o professor deve levar em conta as diversidades da língua usadas no meio em que ele (educando) está inserido, afim de que flua no mesmo o prazer pela escrita e pela leitura. Pois todas as formas usadas pelo educando ou por qualquer pessoa para transmitir os seus sentimentos, conhecimentos, percepções, e opiniões permitem a comunicação e a interação social entre os falantes que fazem uso da linguagem adquirida nesse meio.
Diante do que foi estudado a respeito da variação lingüística, percebi que estava cometendo vários enganos em relação à correção dos textos que os alunos produziam em sala de aula ao longo desses anos em que atuo como educadora.

3º Encontro 10/04/08


“Ao aprender com o sujeito de sua aprendizagem corresponde, necessariamente, um professor sujeito de sua pratica docente”
Telma Weisz
VARIAÇÃO LINGUISTICA
O QUE É VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA?
“Quando uma sociolinguista observa a existência de pelo menos duas “formas diferentes de dizer a mesma coisa “ numa comunidade de falantes , ele (a) sabe que está diante de um fenômeno de variação.
As formas Cráudia ~ Cláudia, trabaio ~ trabalho, esses minino vive ~ esses meninos vivem, são exemplos de variação de lingüística no português brasileiro . Todas elas são formas de uso da língua que permitem a comunicação e a interação social entre os falantes que se servem deles.
Todas as línguas vivas do mundo apresentam variação . Por isso, dizemos que todas as línguas são essencialmente heterogêneas . isso não é um “problema” nem um “defeito” das línguas: a variação faz parte da própria natureza da linguagem humana. Uma vez reconhecido esse fato, temos de procurar entender o que é variação , como ela ocorre e , no nosso caso mais especifico, como lidar com ela nas aulas de língua portuguesa na escola. (Fascículo 5, pag.8 a 12)

NESTE ENCONTRO FOI REALIZADO :
vA leitura do Livro: Gente que mora dentro da gente de Jonas Ribeiro;
vReflexão sobre:
1 - Como eu falo
2 - Como minha fala se apresenta para o outro?
( Cada cursista expôs para a turma sua s reflexões sobre as perguntas acima);
vAnalise das variedades: norma padrão da fala na comunicação no texto Vícios da fala de Oswald de Andrade e da música Asa Branca de Luiz Gonzaga.
v Estudo das implicações da variação lingüística para a pratica pedagógica (PCNs);
vE analise dos mitos:
MITO Nº 1
“ A língua português falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente ”.
MITO Nº 2
“ Brasileiro não sabe português. Só em Portugal se fala bem português”
MITO Nº 3
“ Português é muito difícil ”
MITO Nº 4
“ as pessoas sem instrução fazem tudo errado “
MITO Nº 5
“ o lugar onde melhor se fala português no Brasil é o maranhão “
MITO Nº 6
“ o certo é falar assim porque se escreve assim “
MITO Nº 7
“ é preciso saber gramática para escrever bem “
MITO Nº8

1º /encontro 27/03/08

Nesse encontro foi realizado:
vApresentação de cada participante do curso e da turma.
vApresentação do curso.
vIndicação de algumas bibliografias para leitura complementar como: a língua de Eulália de Marco Bagno; preconceito lingüístico também de Marco Bagno e alfabetização e letramento de Magda Soares.
vLeitura da historia: “moça tecelã” e caminhar.Realização de uma dinâmica chamada de linha do tempo, onde cada participante relata (traça)com barbante num papel os acontecimentos mais marcantes de sua profissão em seguida expõe aos demais toda a trajetória traçada

Criança linda da vovó: Vitória

VITÓRIA


Identificação

Identificação e Propósitos Pessoais

Sou Lindalva pinho de Maria, nasci em 1968, na cidade de Conceição do Araguaia –Pará.
Filha de uma GRANDE MULHER chamada MARIA SELVINA. Mulher, que nunca freqüentou a escola por falta de oportunidade. Pois, teve que trabalhar ainda criança para ajudar no sustento de sua família, se casar aos 13 anos de idade com um homem com quase 20 anos velho, por indicação de sua mãe e padrinho. Mas, que, no entanto, não privou seus filhos de freqüentar assiduamente a escola. Sempre buscando o sucesso para seus sete filhos dizia: Minha filha, meu filho a única coisa que posso lhes dá, é o estudo, porque é de graça. Então estudem, para ter um bom emprego, para saber escrever seu nome e não ser como eu. Por esse motivo, graças a Deus e depois a ela foi que em 1991, conclui o curso profissionalizante em Magistério pela escola Fundação Bradesco e em 1997, conclui o curso de pedagogia, habilitação em magistério pela Universidade Estadual do Pará e em 2003 especializei-me em Orientação Educacional pela Universidade Salgado Filho.
Iniciei a carreira de educadora em 1990 e ate 1999, trabalhei com ensino fundamental, e no período de 2000 a fevereiro de 2007 dediquei-me à educação profissional, retornando ao ensino fundamental em 2007.
Atualmente moro juntamente com minha família ( filhos e marido) em Luziânia/GO, cidade onde me identifiquei pela estilo de cidade interiorana, onde ando pelas ruas sem sentir medo, onde as pessoas ainda sorriem, cumprimentam umas às outras. Estou contente em está sendo educadora. Por isso, pretendo continuar estudando, aperfeiçoando minha carreira ingressando e concluindo o mestrado depois doutorado e assim por diante, afim de me dedicar ao trabalho de formação de educadores, motivo pelo qual escolhi a habilitação em magistério quando me ingressei no curso de pedagogia, (na época ainda existia o curso normal de magistério), por acreditar que o orientador, o profissional que trabalha com a formação do profissional professo,r deve orientar o aprendiz quanto aos princípios básicos e essenciais para o bom desenvolvimento de trabalhos com o educando enquanto parceiro.